Pai e madrasta são presos no RJ por torturar e matar filha de 6 anos


05/08/2019

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A Delegacia de Homicídios da Polícia Civil do Estado Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu, nessa sexta-feira (2/8), pai e madrasta acusados de torturar e matar a filha de seis anos de idade. Rodrigo Jesus da França, de 25 anos, e Juliana Mayara Brito da Silva, de 20 anos, são acusados de crimes de homicídio qualificado pela tortura na morte de Mel Rhayane Ribeiro de Jesus.



A menina chegou morta no hospital, que fica na Zona Norte da cidade. As graves lesões chamaram a atenção dos médicos, que acionaram a polícia. Ainda no hospital, homens da UPP do Lins detiveram o pai. A perícia da Polícia Civil constatou que a menina tinha diversas lesões no corpo, como ausência de um pedaço da orelha, úlceras no tornozelo e nas mãos, aparentando que a menina era constantemente amarrada e chicoteada.
À polícia, Rodrigo confessou o crime. “Em depoimento, ele disse que deixava a criança amarrada para não ter acesso aos outros filhos do casal e que as agressões eram pra corrigir um suposto comportamento sexual alterado da vítima, que já havia sido supostamente estuprada”, diz em nota.
A corporação também diz que as lesões indicam que as agressões ocorriam há tempos. Para esconder as marcas do crime, a polícia diz que Rodrigo tirou a filha da escola pra que as agressões não fossem percebidas. Juliana negou os fatos, mas foi presa por ter se omitido às agressões do pai.O casal rem outros dois filhos, de 2 anos e um bebê de 5 meses.
Caso Rhuan
A barbárie do crime é muito parecida com o caso Rhuan, de 9 anos, ocorrido em 31 de maio, em Samambaia. Na ocasião, a criança foi esfaqueada até a morte, enquanto dormia, pela mãe, Rosana Auri, e pela companheira dela, Kacyla Priscyla. Após cometer o crime brutal, as suspeitas esquartejaram o garoto e colocaram o corpo em duas malas e uma bolsa.
Moradores da região viram Rosana jogar uma das malas no bueiro e, por isso, acionaram a polícia. Quando agentes da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) chegaram ao local, encontraram o restante do cadáver. A dupla acabou presa em flagrante e, na unidade policial, confessaram o assassinato.
Em meio às investigações, policiais descobriram que as suspeitas cortaram o pênis e os testículos de Rhuan Maycon um ano antes do homicídio. A descoberta chocou ainda mais moradores do Distrito Federal e repercutiu em todo o país. Figuras públicas como o presidente Jair Bolsonaro e a atriz Isis Valverde comentaram o crime brutal nas redes sociais.

Correio Braziliense