Suspeito de executar adolescente de 16 anos é preso em Fortaleza


30/04/2019

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Um homem foi preso suspeito de ter assassinado uma adolescente de 16 anos em novembro de 2018. A prisão foi realizada na manhã desta segunda-feira (29), no Conjunto Residencial José Euclides Ferreira Gomes, no Bairro Ancuri, em Fortaleza.




Segundo a polícia, Adriano Andrade da Silva, de 24 anos, que já responde por tráfico de drogas, porte de arma de fogo e homicídio, é um dos responsáveis pela morte da adolescente Tháfilla Maria de Sousa Silva. Outro suspeito de ter executado a jovem foi preso no último mês de março.

O crime

A vítima desapareceu no dia 10 de novembro de 2018 após sair de casa para se encontrar com um suposto namorado. O homem que a jovem acreditava chamar-se "Jacinto", na verdade, tratava-se de Emílio Cardoso da Cunha Capistrano, 22 anos, com antecedentes criminais por homicídio e roubo. A adolescente foi atraída pelo homem para o Bairro Jangurussu, onde passou mais de 24 horas em cárcere privado, até ser morta pelos suspeitos.

Motivação

De acordo com as investigações policiais, a motivação do crime está no fato de a vítima ter postado fotos em suas redes sociais em que aparecia com pessoas de determinado grupo criminoso. Ela foi atraída para o local do crime por rivais das pessoas com as quais ela estava nas imagens.
"Os criminosos acharam que a vítima pertencia a um grupo criminoso, por causa das fotos que ela postava em suas redes sociais. Com isso, ela foi atraída por um homem que se passou por outra pessoa", revelou a delegada Arlete Silveira, titular da 12ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

As investigações descobriram ainda que os criminosos conversaram com familiares da jovem enquanto ela estava desaparecida. Um deles chegou a dizer para um parente da vítima, via mensagem de uma rede social, que a procurassem na sede da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), pois lá era onde eles a encontrariam.

Riscos de relacionamentos virtuais

A delegada Arlete explicou a complexidade da investigação desenvolvida pela equipe de policiais civis. "Desde o primeiro momento, nós prestamos apoio à família da Tháfilla. Realizamos várias diligências que, infelizmente, culminaram na localização do corpo da jovem. Com a certeza da morte, passamos a investigar os suspeitos e a motivação".

Informações G1