Indonésia contabiliza 2 mil mortos em terremoto e tsunami


09/10/2018

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Quase 2 mil pessoas morreram no terremoto e tsunami que devastaram a ilha de Sulawesi, na Indonésia. Autoridades locais temem um balanço ainda mais grave, pois estimam que mais de 5 mil habitantes continuam desaparecidos nesta segunda-feira (8).

 

Moradores de Petobo, em Palu, na ilha indonésia de Sulawesi, buscam roupas nos destroços do terremoto seguido de tsunami que atingiu a região em 28 de setembro — Foto: Jorge Silva/ Reuters

As equipes de emergência encontraram 1.944 corpos na cidade de Palu e em seus arredores, informou Muhamad Thohir, porta-voz do exército na região.

"Esperamos que o número continue subindo, pois ainda não recebemos a ordem para interromper as buscas por corpos", disse o porta-voz.



O porta-voz da agência de Prevenção de Desastres (BNPB), Sutopo Purwo Nugroho, afirmou que os desaparecidos estão nos bairros de Petobo e Balaroa, em Palu, onde milhares e casas foram destruídas pelo abalo de magnitude 7,5 seguido de tsunami, que atingiram a região em 28 de setembro.





As esperanças de encontrar sobreviventes são mínimas e os esforços se concentram em recuperar os cadáveres e contabilizá-los no balanço.





A Agência de Gestão de Catástrofes informou que as operações de busca devem prosseguir até 11 de outubro, data em que os desaparecidos serão considerados mortos.





O governo planeja transformar em locais de sepulturas coletivas duas localidades próximas a Palu, Petobo e Balaroa, que ficaram devastadas.





Em Balaroa, um grande complexo de casas populares foi praticamente sepultado pelo barro e lama.





Quase 200 mil habitantes da região de Palu precisam de ajuda humanitária urgente. A comida e a água potável estão no fim e muitas vítimas, que perderam tudo, dependem de ajuda para sobreviver, segundo a France Presse.





ONGs e o exército conseguem superar aos poucos os obstáculos logísticos para levar a ajuda humanitária a mais pessoas.





Nas zonas remotas, no entanto, as autoridades ainda não conhecem a dimensão dos danos e os primeiros helicópteros apenas começaram a transportar mantimentos e material.





A Cruz Vermelha afirmou que atendeu mais de 1.800 pessoas em suas clínicas e prestou os primeiros socorros a um número similar de vítimas.




G1