Sete assaltantes de banco são mortos após confronto com a polícia

O tenente-coronel da Polícia Militar, Marci Elber, afirmou na manhã desta quinta-feira (1) que “não foi possível outra saída” para o tiroteio que resultou na morte de sete suspeitos de integrar uma quadrilha de explosão a caixas eletrônicos em Campinas (SP).




De acordo com o oficial, os quase 40 policiais envolvidos na operação na noite de quarta atiraram para revidar o ataque dos criminosos. Segundo o próprio comandante, no entanto, os disparos não atingiram nenhum policial e nenhuma das dez viaturas envolvidas na ocorrência porque a equipe conseguiu se abrigar em árvores e barrancos. Polícia Civil e Corregedoria da PM apuram o caso.

O confronto ocorreu por volta das 22h de quarta (28), em uma estrada de terra próxima do km 122 da Rodovia D. Pedro I, entre Campinas (SP) e Valinhos (SP). Segundo a corporação, houve a denúncia de que uma quadrilha especializada em roubos a caixas eletrônicos, fortemente armada, agiria em Joanópolis (SP). Sete suspeitos morreram no local. Um foi capturado pela manhã, ferido, e a polícia considera que há pelo menos um integrante foragido.

Entre as armas apreendidas, há um fuzil, uma submetralhadora e três metralhadoras, além de mais de 150 dinamites, munições de diversos calibres e outros materiais. [Veja a lista completa, abaixo] A Corregedoria já ouviu os policiais e recolheu as armas deles, procedimento adotado em casos do tipo.
'Indivíduos reagiram'
O tenente da PM Vinícius Fullmann participou da ação e disse que as equipes do Baep receberam na quarta-feira as informações sobre um possível roubo a caixas eletrônicos em Joanópolis (SP). Os indivíduos seriam da região de Campinas.

Cerco em estrada de terra

Roberto José Daher, delegado em exercício da 1ª Delegacia Seccional, contou ao G1 que, quando a polícia chegou à estrada de terra, se deparou com três veículos suspeitos. Um deles, modelo Volkswagen Jetta, conseguiu fugir do local com ao menos um suspeito no seu interior.
O veículo roubado modelo Renault Captur tinha quatro pessoas e estava parado quando os policiais abordaram. Os quatro suspeitos morreram no local.

O terceiro carro, uma pick-up Strada Fiat furtada, deu fuga pela estrada, mas foi perseguida pela polícia. Três suspeitos que estavam no veículo morreram.

Suspeito e arma localizados

Um suspeito armado e ferido conseguiu fugir a pé, mas foi localizado na manhã desta quinta (1) após tentar pedir ajuda a moradores da região, que chamaram a polícia. Ele foi capturado, preso e levado ao Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, em Campinas. Após ter alta, será levado para a DIG. Um colete balístico também foi encontrado abandonado na estrada.
"Está ferido, ferimento leve. Tentou auxílio de moradores do local, os moradores acionaram a Polícia Militar e a PM foi lá e prendeu. Ao que consta, seria um ferimento decorrente da ação da Polícia Militar", afirma o delegado Daher.


No início da tarde, policiais do Batalhão de Ações Especiais (Baep) da PM voltaram ao local do confronto para fazer uma varredura e encontraram uma submetralhadora. Foi a 12ª arma apreendida. Ela estava no meio do mato, às margens da estrada, e a PM acredita que pertence ao suspeito capturado.
Materiais apreendidos
1 fuzil 556;
1 submetralhadora;
2 metralhadoras .40;
1 metralhadora 9mm;
2 espingardas calibre 12;
2 pistolas calibre 45;
2 pistolas calibre 9mm;
1 revolver calibre 38;
Farta quantidade de munição de todos esses calibres e também de calibre .50;
3 coletes balísticos;
1 Bolsa com grande quantidade de explosivos e materiais detonantes, sendo: 5 m (aproximadamente) de cordel detonante (mais de 150 dinamites), 1,30 m (aproximadamente) de estopim de segurança, 13 detonadores e cerca de 26 cartuchos de emulsão explosiva;
1 veículo Renault Captur produto de roubo;
1 pick-up Fiat Strada produto de furto.
De acordo com a Polícia Militar, os homens que reagiram à abordagem também trajavam roupas que, segundo a corporação, são comumente utilizadas nos crimes de roubo a bancos e caixas eletrônicos, "como botas, máscaras, calças táticas, luvas e trajes de neoprene", diz a nota.

Informações G1
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