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Mulher perde 90% da pele após tomar medicamento contra convulsão

Uma mulher de 26 anos está processando a empresa farmacêutica americana GlaxoSmithKline após tomar um medicamento contra convulsão que provocou a perda de 90% de sua pele.


 Khaliah Shaw é estudante de saúde pública e começou a tomar o medicamento Lamotrigine após ser diagnosticada com dupla personalidade. Mas a droga anti-convulsiva queimou a sua pele, quase a cegou e fez com que ela entrasse em coma induzido.

Khaliah tomou o medicamento durante 30 dias, o suficiente para começar a desenvolver uma erupção no rosto, e a pele em seus lábios começar a descascar. Porém, na época os médicos disseram que seria gripe. Até que um dia ela acordou com uma dor terrível, o seu rosto desfigurado e a boca coberta de bolhas. Além disso, ela começou a perder a visão. Na ocasião, os médicos sem saber o que estava acontecendo com a jovem, isolaram Shaw apreensivos de ela ter uma doença infecciosa.

O diagnóstico só veio depois de Khaliah piorar. Ela foi levada para o Centro Médico da Geórgia Central e Atlante, onde uma dermatologista diagnosticou a Síndrome de Stevens-Johnson (SJS) – Doença rara e grave da pele e das membranas mucosas. Os sintomas da doença são parecidos com os da gripe.

Durante a primeira noite no hospital a pele de Shaw continuou a cair, deixando-a com enormes feridas abertas. Foi quando os médicos decidiram colocá-la em um coma induzido para aliviar a dor. “Eles me colocaram em um coma induzido por remédios, porque sabiam que ia ser muito doloroso”, relatou.

Cinco semanas depois a jovem acordou do coma e ficou desolada após descobrir que não podia ver e estava respirando através de uma traqueostomia. Além disso, ela tinha perdido todo o cabelo e as unhas tinham caído. Mais tarde, ela ainda foi informada de que também perdeu 80% a 90% de sua pele.

Pouco tempo depois a visão da jovem começou a voltar gradativamente e ela se viu pela primeira vez após a reação alérgica. “Foi um choque ver que todo o meu cabelo tinha caído. Eu não tinha as unhas “, disse ela.

Shaw só conseguiu ir para casa sete semanas depois do ocorrido, mas, segundo ela, a doença deixou traumas. “Ainda existem coisas que evito até hoje porque me faz lembrar dessa época”, disse.

Apesar dos transtornos e traumas deixados pela doença, o cabelo de Shaw está começando a crescer. E ela espera ansiosa pela volta da visão. “Gostaria de ter minha visão de volta”, disse a estudante, que colocou seus estudos de pós-graduação em espera e está sendo obrigada a usar óculos de sol, mesmo dentro de casa, porque qualquer luz  é dolorosa para ela.

Após fazer tratamento, ela descobriu que o remédio provocou tudo isso. Foi quando a jovem decidiu processar a empresa GlaxoSmithKline alegando cerca de R$ 3 milhões em gasto com remédios. Cinco anos antes a empresa já havia perdido cerca de R$ 3 bilhões por não relatar os riscos de um remédio. “Isso não tem que acontecer e só aconteceu porque alguém errou”, disse Shaw, que vive a 30 quilômetros de Atlanta.

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