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Vídeo! Vítimas agonizando após ataque químico na Síria

O mundo assistiu, nessa terça-feira (4), a mais um capítulo de uma das guerras mais cruéis do século. Um provável ataque químico matou 58 pessoas e feriu dezenas em uma cidade da Síria controlada por forças rebeldes.



 Ativistas que monitoram o conflito atribuem o ataque ao próprio governo do país, comandado pelo ditador Bashar Al-Assad. Líderes estrangeiros reagiram com indignação ao uso de armas químicas, que é proibido por leis internacionais.
Vídeos colocados na internet mostram o horror das pessoas logo depois do ataque. Adultos e crianças se contorcem no chão. Eles estariam sendo sufocados por um agente químico. Segundo ativistas locais, seria o gás sarin, que não tem cheiro nem cor e é extremamente tóxico.
Jornalistas no local relatam que o ataque à cidade de Khan Shaykhun, na província de Idlib, controlada por rebeldes, aconteceu na madrugada dessa terça-feira, quando todos estavam dormindo.
Não se sabe se as bombas foram lançadas por aviões sírios ou russos, que são grandes aliados do ditador Bashar Al-Assad. Damasco negou repetidamente o uso de armas químicas. A União Europeia se manifestou através da alta representante para as relações exteriores, Federica Mogherini, que afirmou que quem comete crime de guerra deve ser responsabilizado por isso.
Em Bruxelas, governos de 70 países se reúnem para uma conferência de dois dias sobre o conflito sírio. A União Europeia pressiona para um acordo de paz, procura doadores para a região e diz que é preciso preparar-se para um eventual fim da guerra, que provocou uma das piores crises humanitárias do mundo.
Em mais de seis anos de guerra na Síria, mais de 300 mil pessoas foram mortas. As crianças foram grandes vítimas. A União Europeia já prometeu mais de um bilhão de euros para 2017. Outros governos serão pressionados a cumprir as promessas feitas em anos anteriores.




Mais de 13 milhões de sírios dentro do país precisam de ajuda. Além dos cinco milhões que foram para a Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Europa. Muitos dos que conseguem fugir da Síria chegam à Itália para começar uma nova vida ou simplesmente para tentar seguir para outros países europeus. A França e o Reino Unido pediram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.
Repercussão
Especialistas em crimes de guerra das Nações Unidas condenaram mais esse ataque. A ONU e outras organizações internacionais estão investigando o que realmente aconteceu. O assunto deve ser levado para o Conselho de Segurança da ONU em Nova York, porque usar armas químicas é um crime de guerra. A reunião de emergência pode acontecer nessa terça-feira (4).
Os Estados Unidos, a França e a Inglaterra tentaram várias vezes aprovar sanções no Conselho contra a Síria pelo uso de armas químicas. Eles se baseiam em investigações da própria ONU e de organizações não governamentais que afirmam que o governo da Síria já usou gás de cloro três vezes e que o estado islâmico usou gás mostarda. A última vez em que esses países trouxeram isso à mesa do Conselho de Segurança foi em fevereiro, mas a Rússia vetou, apoiada pela China, dizendo que essas acusações eram incabíveis.
A Rússia é aliada do governo de Bashar Al-Assad na guerra civil. E, no meio disso tudo, a mudança de governo nos Estados Unidos pode resultar em uma mudança nessa guerra também. É porque o governo anterior, do presidente Barack Obama, sempre defendeu a saída de Assad do poder.

Agora, a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, indicada por Donald Trump, disse que tirar Assad não é mais a prioridade, o foco é combater o Estado Islâmico. O secretário de estado Rex Tillerson disse que o futuro dos sírios, a longo prazo, tem que ser decidido pelos sírios.
Esse novo direcionamento do governo Trump bate de frente com as ideias da União Europeia, que quer ver Bashar Al-Asad fora e lá os grandes líderes estão agora pedindo a cabeça do presidente sírio por causa do uso de armas químicas que atribuem ao governo dele.

G1

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