Por falta de provas: Justiça inocenta médica acusada de matar 7 no Paraná

Por falta de provas: Justiça inocenta médica acusada de matar 7 no Paraná

Por falta de provas, juiz arquiva denúncia contra Virgínia Soares de Souza.



Rio - A médica Virgínia Soares de Souza, acusada de ter provocado a morte de sete pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Evangélico, em Curitiba, em 2013, foi absolvida pela 2ª Vara do Júri de Curitiba. A médica também ganhou ação de R$ 4 milhões contra o Hospital Evangélico. O Ministério Público do Paraná afirmou que vai recorrer.

A decisão foi dada quinta-feira pelo juiz Daniel Surdi de Avelar, que também inocentou por falta de provas os médicos Edison Anselmo da Silva Júnior, Maria Israela Cortez Boccato e Anderson de Freitas e as enfermeiras Laís da Rosa Groff e Patrícia Cristina de Goveia Ribeiro.

“Não restou satisfatoriamente demonstrado que os acusados praticavam antecipações de óbitos, seja por questões técnicas, atinentes à medicina, seja pela tênue prova testemunhal nesse sentido”, afirmou o juiz na decisão.

Os episódios suspeitos vieram à tona em 2013, após investigação da Polícia Civil. Segundo a denúncia do Ministério Público, os acusados agiram juntos para terminar com a vida de pacientes internados na UTI, sob o comando de Virgínia. Eles, supostamente, prescreviam medicamentos que, aliados à redução dos parâmetros de ventilação, levavam pacientes à morte. Os atos teriam como objetivo a liberação dos leitos. Virgínia chegou a ser presa em fevereiro de 2013, sendo solta um mês depois. A médica sempre negou as acusações.

Fonte: O Dia

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