Homem revelou que matou Débora com uma pedrada na cabeça

Homem revelou que matou Débora com uma pedrada na cabeça

Depoimento de Walderir Batista dos Santos, suspeito de matar a menina Débora Lohany, de apenas 4 anos. Durante o interrogatório dado aos policiais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ele afirmou ter assassinado a criança com uma pedrada na cabeça e disse não ter violentado sexualmente a menina.



“Ele esclarece que cometeu o crime no mesmo dia em que raptou a vítima de frente a sua casa e depois de matá-la enrolou o corpo com papelão e outras coisas para dificultar o achado do corpo da vítima”, revelou uma fonte ao Cnews. Walderir foi encontrado pelos agentes de segurança em Parnaíba, no Estado do Piauí, e trazido para Fortaleza sob escolta. Ele revelou que fugiu dias após o crime para se esconder na casa de seus pais, que residem na cidade.

O homem mora em Fortaleza com o irmão no bairro Serviluz e trabalha como flanelinha no cruzamento da Av. Raul Barbosa com Murilo Borges, local onde Débora foi vista pela última vez.
Como apontavam as investigações, Walderir afirmou que o assassinato de Débora foi motivado por vingança. Segundo o suspeito, familiares da vítima também vendiam flanelas no viaduto da Raul Barbosa e a disputa por clientes acabou gerando uma concorrência entre eles.
O Cnews também apurou com exclusividade que um inquérito policial contra Walderir foi aberto no último dia 7 de abril por homicídio doloso (quando há intenção de matar), exatamente dez dias após o desaparecimento da criança.

O homem chegou à DHPP, no Bairro de Fátima, em um carro descaracterizado, na tarde da última quinta-feira (13). Ele permanece detido no local. A Secretaria de Segurança e Defesa Social (SSPDS), por meio de nota, informou que iria coletar mostra de DNA do suspeito para comparar com o material coletado no corpo da garota.

Ficha criminal

Walderir já é investigado por dois homicídios, duas lesões corporais, diversos assaltos, ameaças e até ocultação de cadáver.

Entenda

Débora sumiu no último dia 27 de março, enquanto brincava com amigos na avenida Raul Barbosa, em Fortaleza. De acordo com o relato de testemunhas, a criança foi levada por um homem sem um dos braços para um matagal e desde então, não foi mais vista. Buscas foram realizadas pelas forças de Segurança e populares, mas nada foi encontrado.

Corpo encontrado

Na última semana, o corpo da criança foi encontrado em meio ao lixo, no cruzamento entre a avenida Pontes Vieira com Via Expressa, em Fortaleza. Na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Daniele de Oliveira reconheceu os pertences da filha. Um laudo apresentado esta semana aponta que a causa da morte possivelmente foi traumatismo craniano. O resultado do exame veio com base nas evidências encontradas nos ossos da menina.

Cnews

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