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Rádio Varjota

Advogado mata guarda municipal para se apossar R$ 265 mil

A Polícia Civil do Estado do Ceará, por meio da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), elucidou o homicídio que vitimou o guarda municipal José Gonçalves Fonseca (51), encontrado morto no dia 08 de março deste ano. 



O trabalho policial resultou na prisão e indiciamento por homicídio e furto qualificado e ocultação de cadáver, do, então advogado da vítima, Victor Henrique da Silva Ferreira Gomes (23), que já responde por periclitação da vida.

Conforme Leonardo Barreto, diretor da DHPP, as investigações referentes ao crime apontam que o advogado matou o guarda municipal com a intenção de se apossar da quantia de R$ 265 mil da vítima que seria utilizado para a compra de um imóvel. Ainda segundo Leonardo, o advogado foi capturado temporariamente no último dia 23 de março e teve a prisão convertida em preventiva no último dia 21 de abril. Ele foi indiciado por homicídio e furto qualificados, além de ocultação de cadáver.

As investigações
A Polícia descobriu que Victor, que é casado com uma sobrinha da vítima, realizava um trabalho para ela referente à compra de um imóvel que teria pendências judiciais. Por isso José Gonçalves realizou o depósito de uma quantia em dinheiro para que o suspeito administrasse o pagamento da casa. Porém, os pagamentos necessários não foram realizados, então vítima e os vendedores da casa passaram a pressionar o advogado. Que não tendo como restituir o dinheiro, terminou por assassiná-la.

"Descobrimos que Victor foi a última pessoa a estar com a vítima. Ele disse que seu último contato com José foi por volta de meio dia, quando entregou uma quantia e ele seguiu, em seu carro sozinho, para efetuar o pagamento. Victor disse ainda que passou a tarde dormindo na residência de sua avó. Porém as nossas investigações apontam que ele passou, durante toda a tarde do dia do crime, exatamente nos locais onde o corpo e o carro da vítima foram encontrados. Temos ainda imagens que mostram ele abandonando o veículo de José Gonçalves em uma das ruas do bairro de Fátima" revelou o delegado.

Já o delegado George Monteiro, presidente do inquérito policial, afirmou que foram apreendidos diversos documentos tais como comprovantes bancários, folhas de cheques, comprovantes de transações bancárias entre as contas da vítima e do suspeito, cadernos e agendas com anotações, além de um blazer e uma toalha com manchas suspeitas que foram remetidos para realização de exames periciais. Além de um notebook do advogado apreendido em seu local de trabalho, onde foram encontradas pesquisas referente "laudos cadavéricos de IML por morte por asfixias".

O crime
José Gonçalves foi morto por asfixia provocada por envenenamento por chumbinho e teve o corpo jogado em um matagal na Rua Walter Fernandes, no bairro Manoel Dias Brancos, no dia 06 de março, quando foi visto pela última vez por seus familiares. Porém seu corpo foi localizado, já em decomposição, dois dias após o desaparecimento, em 08 de março. Victor Henrique ainda acompanhou a esposa da vítima, um dia após o desaparecimento, no 2º Distrito Policial, onde ela registrou a ocorrência de desaparecimento.

 SSPDS
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