Mulheres de traficantes desafiam a lei e ostentam armas em redes sociais

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Mulheres de traficantes desafiam a lei e ostentam armas em redes sociais



Um ensaio fotográfico digno de Paparazzo, só que não. As fotos que estão circulando nas redes sociais com mulheres fortemente armadas, ostentando de forma sensual um poderio de fogo incomum até nas corporações policiais, foi produzida de forma informal, em uma área das mais perigosas do Rio de Janeiro: o Complexo da Maré.



Além dos armamentos de grosso calibre, o cenário é composto por coletes e peças de roupas camufladas, para dar um clima de exército e guerra.

Posts em páginas especializadas no trabalho policial compartilharam as imagens como exemplo da ousadia que as facções criminosas apresentam ao desafiar o trabalho de inteligência e combate ao tráfico.

Segundo uma destas páginas, a moça que aparece pilotando a motocicleta é identificada como Érika, mulher do traficante conhecido como Carrapato. A amida de biquíni é apontada como Thamires, namorada do chamado TH. Ambos os bandidos pertencem à linha de frente das comunidades hoje dominadas pelo Terceiro Comando Puro.

Obviamente, muitos internautas fizeram comentários repudiando o que consideram um escracho do tráfico organizado, especialmente porque as imagens mostram um grande arsenal na mão de criminosos enquanto as polícias tem que se virar com sucatas e armamento inferior para lidar diariamente na guerra contra o crime.

Vale lembrar que o Governo do Rio de Janeiro não instalou até hoje Unidades de #Polícia Pacificadora (UPP) no Complexo da Maré. As UPPs eram uma promessa a que deveria ter sido concretizada a tempo dos Jogos Olímpicos do Rio. Entretanto, em março do ano passado, o secretario de Segurança do Estado afirmou que as UPPs não seriam entregues por falta de verba. Afirmou ainda que não havia prazo para essas instalações.

Em abril de 2015, a Polícia Militar do Rio de Janeiro deu início à substituição dos mais de 3.300 soldados da Marinha e do Exército que ocupavam o Complexo da Maré.

Naquela época, as autoridades disseram que o processo de transição para as UPPs aconteceria em três fases. As primeiras favelas atendidas seriam a da Praia de Ramos e Roquette Pinto. Na sequência seriam beneficiadas as comunidades de Nova Holanda, Parque União, Baixa do Sapateiro e Timbau. A terceira etapa contemplaria a área da Vila do João e Vila dos Pinheiros.

Fonte:Blasting News

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