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Corpo em decomposição é encontrado dentro de poste

Há alguns dias, moradores da região já tinham acionado os bombeiros diante do cheiro forte nas imediações onde o poste estava. 



Geralda Aparecida da Silva, dona de uma pamonharia que fica em frente ao local onde o corpo foi encontrado, conta que os fregueses do restaurante já estavam reclamando do mau cheiro. "Muito ruim. Um cheiro muito forte que incomodava bastante", disse.

Rede de alta tensão


O poste onde o corpo foi encontrado é um dos que estão deitados nos canteiros centrais de várias vias da região sudoeste de Goiânia. Eles foram deixados no local há quase 3 anos para serem instalados nas obras de expansão de uma rede elétrica de alta tensão, pela Companhia Energética de Goiás (Celg).

A estatal federal Eletrobras suspendeu a obra há 2 anos, depois que um relatório do Banco Internacional de Desenvolvimento (BID) apontou várias falhas no projeto de implantação da rede. Agora, os moradores do bairro lutam para que as estruturas sejam retiradas.

A Celg informou que ainda não tirou os postes do local porque espera a obtenção do alvará de construção e renovação da licença ambiental da Prefeitura de Goiânia para, então, continuar as obras de implantação da linha de alta tensão. De acordo com a companhia, o sistema é “imprescindível” para a melhoria do sistema e atendimento aos próprios moradores.

A comerciante Soraia Petroni denuncia que o lugar tem sido usado por traficantes de drogas. “Isso daqui já é um ponto de drogas, a gente vê pessoas deixando coisas aí dentro. De repente, passa outra pessoa e pega. Isso daqui já virou um ‘aviãozinho’ do Parque Anhanguera”, reclama.

O comerciante Flávio Ferreira é dono de uma loja que fica bem próximo aos postes. Ele afirma que a morte é um dos vários problemas vividos pela população local. “Está aqui abandonado, a Celg deveria, se tivesse um cuidado maior, esta morte e outras coisas não teriam acontecido”.

g1

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