Estudo: Eficácia de anel vaginal na proteção ao vírus HIV

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Estudo: Eficácia de anel vaginal na proteção ao vírus HIV

Um estudo divulgado no dia 22 de fevereiro, simultaneamente no New England Journal of Medicine e na Conferência de Retrovírus e Infecções Oportunistas (Croi), nos Estados Unidos, apresentou resultados sobre a eficácia de um anel vaginal contendo uma droga antirretroviral. O acessório foi testado em mulheres do Zimbábue, da África do Sul, de Uganda e do Malauí na proteção ao vírus HIV-1.

As participantes da pesquisa foram acompanhadas entre agosto de 2012 e julho de 2015 e receberam, aleatoriamente, dois tipos de anéis: um com a droga e outro sem. Das 2.629 mulheres, 168 foram infectadas pelo vírus - 71 delas receberam o anel vaginal com a proteção e 97 receberam o placebo. Ou seja, os acessórios com a droga foram 27% mais eficazes.
Excluindo-se dois centros de pesquisa, devido a problemas no registro dos resultados ou ao uso incorreto do anel, a eficácia do dispositivo com a droga aumenta para 37%, na comparação com o placebo.
Um anel vaginal pode liberar doses controladas de medicações no local. As unidades usadas nas pesquisas são semelhantes aos anéis contraceptivos vendidos comercialmente. A diferença é que, em vez de liberarem hormônios como o estrogênio e progesterona para evitar a gravidez, elas contêm dapivirina, substância antirretroviral que protege contra o vírus HIV-1.
Mais da metade das 35 milhões de pessoas que atualmente convivem com a síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids), provocada pelo vírus HIV, são mulheres. A maioria delas vive em países da África Subsaariana.
Nos lugares com taxas de infecção elevadas, o que agrava o problema é que mesmo as mulheres que estão cientes dos riscos têm dificuldade em convencer seus parceiros a usar preservativos. Por isso, o anel vaginal pode cumprir um importante papel social. Como ele é inserido dentro da vagina, é um método discreto, que não tem influência no prazer sexual sentido pelo homem ou pela mulher.
O anel vaginal com dapivirina é produzido pela QPharma, em contrato com o International Partnership for Microbicides (IMP), que concebeu o produto e conduziu os estudos. A pesquisa é um passo importante para conseguir o licenciamento do dispositivo.
O anel utilizado nas pesquisas é diferente do que é vendido comercialmente sob a marca NuvaRing. Esse é um método contraceptivo, usado somente para prevenir a gravidez por meio da liberação de hormônios. Ele deve ser inserido na vagina e mantido por três semanas. Após uma semana de pausa, uma nova unidade é aplicada.
A eficácia é semelhante à da pílula anticoncepcional e, assim como esse outro contraceptivo, o acessório não deve ser utilizado para prevenir doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
Mesmo o anel vaginal com dapivirina apresenta uma proteção muito menor que a oferecida pela camisinha, o método mais seguro conhecido. O dispositivo testado na África, afinal, tem como objetivo reduzir o risco de infecção em grupos mais vulneráveis ao vírus.
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